Victor Garcia Peralta dirige Mariana Santos no espetáculo solo
“Morra, amor”
Adaptação da escritora argentina Ariana Harwicz para seu próprio romance homônimo, a obra já recebeu versões teatrais de destaque na Argentina, em Israel e foi adaptada para o cinema, com Jennifer Lawrence e Robert Pattinson.
A peça retrata a crise existencial de uma escritora que vive isolada em uma casa de campo no interior da França com o marido e o filho bebê, e enfrenta o desmoronamento dos ideais românticos de casamento e maternidade adotando o humor e o sarcasmo como linguagem.
Para além destas questões, “Morra, amor” é universal ao abordar o estado de uma mente em situação-limite e os mecanismos acionados para não sucumbir diante de um mundo que oprime os desejos e a individualidade em nome do socialmente aceitável.
GÊNERO: comédia ácida CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
"Morra, amor", aclamado romance de estreia da escritora argentina Ariana Harwicz, publicado originalmente em 2012 e adaptado para o teatro pela própria, chega aos palcos brasileiros em espetáculo solo de Mariana Santos com direção de Victor Garcia Peralta e produção de Rodrigo Velloni.
A desmistificação da maternidade e do casamento são mote para tratar de um tema ainda mais universal – a luta para se manter vivo e desejante diante de uma sociedade que oprime as individualidades em nome de uma vida padrão, um comportamento aceitável e dentro dos moldes sociais.
A personagem recusa o peso do que lhe é imposto e vai na contramão, dando vazão aos seus impulsos primitivos e olhando de frente para as suas obsessões. Ainda que lhe custe a desorganização total da sua vida formal.
“Acho muito instigante e me fascina falar da crise dessa mulher a partir do seu (dela) pensamento. Grande parte do texto é o seu pensamento, e aí entra a comédia ácida, esse sarcasmo que ela tem. A peça propõe entrar dentro da cabeça da protagonista, enxergar o seu ponto de vista sobre a situação. É o ponto de vista de uma mulher
questionando os mandatos e imposições da sociedade, isso é muito rico também. Outro aspecto que me chama atenção é o fato dela ser estrangeira. Ela é uma estrangeira na França. Por causa da maternidade, foi morar onde o marido decidiu, mesmo questionando. Então, ela enfrenta mais essa dificuldade - a cultura dos outros é diferente, por mais que não pareça.”, explica o diretor, Victor Garcia Peralta.
SINOPSE
Uma escritora se muda com o marido e o filho bebê para uma região rural isolada no interior da França, e a nova rotina traz consigo o desmoronamento dos ideais românticos de casamento e maternidade. Ao invés de se ajustar às expectativas e vestir o figurino da mulher bem casada, ela assume a desconexão com o mundo ao redor, dando voz aos seus desejos mais primitivos e adotando o humor e o sarcasmo como linguagem. É uma mulher à beira do colapso psíquico, que não esconde a tensão entre o estado “civilizado” e seus instintos violentos.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Mariana Santos
Autora e Adaptadora: Ariana Harwicz Direção: Victor Garcia Peralta Produção: Rodrigo Velloni
Baseado no romance “Morra, amor”, publicado no Brasil pela editora Instante, tradução de Francesca Angiolillo.
Músico em Cena e Diretor Musical: Nigga
Direção de Movimento e Assistente de Direção: Vanessa Garcia Iluminação: Maneco Quinderé
Cenário: Aurora dos Campos Figurino: Karen Brusttolin Preparação Vocal: Rafael Miranda Designer Gráfico: Fabiana Yoshikawa Fotografia: Nana Moraes
Visagismo: Rose Verçosa
Produção Executiva: Swan Prado Assistente de Produção: Adriana Souza
Assistente de Designer Gráfico: Daniela Souza
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany Mídias Sociais: Stefanie Santos
Gestão de Tráfego Pago: Renato Passos Assessoria Jurídica: Martha Macruz de Sá
Gestão Financeira: Vanessa Velloni Realização: Velloni Produções Artísticas
ARIANA HARWICZ - autora
Ariana Harwicz (Buenos Aires, 1977) é considerada pela crítica internacional uma das vozes mais singulares e disruptivas da literatura argentina contemporânea. A sua obra, amplamente traduzida e premiada, caracteriza-se por uma escrita provocadora que desafia as convenções narrativas e linguísticas, e se mostra avessa a categorias e tendências. É autora de cinco romances, elogiados pela crítica:
Morra, amor (2012), adaptado ao teatro e ao cinema, e indicado para o Booker International Prize, A
Atrasada Mental (2014),
Precoce (2015), reunidos no volume
Trilogia da Paixão,
Degenerado (2019) e
Perder o Juízo (2024). Publicou ainda o ensaio
El ruido de una época (2023) sobre o Mal literário. (
https://penguinlivros.pt/autores/ariana-harwicz/?srsltid=AfmBOoprx0wCd05fbCiduq77VoGBY475RgE3hEHmGSU-nq0HqFjtZF3B)
VICTOR GARCIA PERALTA - diretor
Formado no
Piccolo Teatro Di Milano, Itália, sob direçäo de Giorgio Strehler, e na
Escola de Cinema de Eliseo Subiela, Argentina.
Na Argentina, alguns de seus trabalhos são “Las Lágrimas Amargas De Petra Von Kant” (Premio Moliere Melhor Diretor) e “Una Mujer De Negocios”, de Rainer Werner Fassbinder; “Locos De Amor”, de Sam Shepard; “La Señora Klein”, de Nichiolas Wright (Premio Maria Guerrero Melhor Diretor); “Y” (É), de Millôr Fernandes; “Nosotras, Que Nos Queremos Tanto!” (A Partilha), de Miguel Falabella; “En Pampa Y La Via” (Querido Mundo), de Maria Carmen Barbosa e Miguel Falabella (Premio A.C.E. Melhor Diretor); “Como Se Rellena Un Bikini Salvaje”, de Miguel Falabella (Premio A.C.E. Melhor Diretor, Premio Estrella De Mar Melhor Diretor; “El Submarino”, de Maria Carmen Barbosa e Miguel Falabella; “Quartett”, de Heiner Muller; “Diccionario Amoroso”, de Sandra Werneck; “Nuevas Directivas Para Tiempos De Paz”, de Bosco Brasil; “Síndromes”, de Maria Carmen Barbosa e Miguel Falabella; “Locas De Atar”, de Ingrid Guimaräes e Heloisa Perissé; “Tengamos El Sexo En Paz”,
de Dario Fo e Franca Rame; “El Visitante Del Dr. Freud”, de Éric-Emmanuel Schmitt.
No Brasil, alguns de seus trabalhos são “Decadência”, de Steven Berkoff, com Beth Goulart e Guilherme Leme Garcia; “Felizes da Vida”, de Jacobo Langsner, com Guilherme Leme Garcia e Lucélia Santos; “Dorotéia Minha”, de e com Beth Goulart; “Os Homens Säo De Marte, E É Pra Lá Que Eu Vou”, de e com Mônica Martelli (Prêmio Qualidade Brasil De Melhor Direçäo); “Näo Sou Feliz, Mas Tenho Marido”, de Viviane Gomez Thorpe, com Zezé Polessa; “Um Marido Ideal”, de Oscar Wilde, com Herson Capri, Edwin Luisi, Bianca Byngton; “Quartett”, de Heiner Müller, com Beth Goulart e Guilherme Leme; “Alucinadas”, de Bruno Mazzeo, Fabio Porchat,
Elisa Palatinik, com Luciana Fregolente e Renata Castro Barbosa; “Tudo Que Eu Queria Te Dizer”, de Marthe Medeiros, com Ana Beatriz Nogueira; “Também Queria Te Dizer”, de Martha Medeiros, com Emilio Orciollo Netto; “Sexo, Drogas & Rock’n’Roll”, de Eric Bogosian, com Bruno Mazzeo; “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, de Edward Albee, com Zezé Polessa, José Wilker, Erom Cordeiro e Ana Kutner; “Uma Relação Pornográfica”, de Philippe Blasband, com Ana Beatriz Nogueira e Guilherme Leme Garcia; “A Comédia Das Maldades”, com Érico Brás, Mariana Santos, Rodrigo Fagundes e Françoise Forton; “Mordidas”, de Gonzalo Demaria, versão de Miguel Falabella, com Ana Beatriz Nogueira, Regina Braga, Zélia Duncan, Luciana Braga; “Tebas Land”, de Sergio Blanco, com Otto Jr. e Robson Torinni (Prêmio Botequim Cultural de Melhor Direção); “A Última Ata”, de Tracy Letts, Com Mario Borges, Analu Prestes, Leonardo Netto, Ary Coslov, Dedina Bernardelli, Roberto Frota, Alexandre Varella, Thiago Justino, Marcelo Aquino e Débora Figueiredo; “Tráfico”, de Sergio Blanco, com Robson Torinni; “Sra Klein”, de Nicholas Wright, com Ana Beatriz Nogueira, Fernanda Vasconcellos, Kika Kalache e Natália Lage; “Insignificância”, de Terry Johnson, com Cassio Scapin, Norival Rizzo, Amanda Acosta e Marcos Veras.
MARIANA SANTOS - atriz
A atriz Mariana Santos ficou conhecida pelo grande público a partir de 2006, quanto integrou o elenco fixo do humorístico “Zorra Total”, na TV Globo. Em 2012, na mesma emissora, estreou no programa “Amor & Sexo”, na bancada ao lado
de Otaviano Costa, Regina Navarro Lins e Xico Sá, entre outros convidados.
No teatro, atuou na ópera “As Malibrans”, de Jocy de Oliveira; no musical “Crioula”, direção de Stella Miranda: “O Riso de Karl & Marx”; “The Rock Horror Show”, entre outros. Em 2013, foi dirigida por Jô Soares na comédia “Atreva-Se”.
Em 2017, deixou o elenco do humorístico “Zorra” para interpretar a personagem Maria Pia na novela das 19h “Pega Pega”, de Claudia Souto. Em 2019, integrou o elenco de “Malhação: Toda Forma de Amar”. Em 2023, foi convidada para o remake da novela “Elas por Elas”, de Thereza Falcão e Alessandro Marson, no papel de Natalia, vivida por Joana Fomm na versão de 1982; em seguida atuou na novela das 21h “Mania de Você”, de João Emanuel Carneiro, como Fatima, que vivia uma relação abusiva com o personagem de Eriberto Leão.